Cadê seu marido? | Portal Se Joga

Cadê seu marido?

21.Fev.2016

Relacionamentos | Discutindo a relação

Olá meninas! O papo hoje é com você, mulher que, assim como eu, tem um companheiro cujo trabalho exige viagens. Seja por alguns dias, semanas, ou meses, é bem verdade que ficar sem nossos maridos não é 100% gostoso. Mas, não estou aqui para falar deste lado da moeda, afinal eles estão trabalhando e nós, JAMAIS, devemos deixar de apoia-los. No meu caso, conheci ele sabendo e conhecendo essa rotina. Às vezes até vou junto, aproveito pra curtir e ficar perto, mas, na grande maioria das vezes eu fico, lógico, porque não trabalho com ele e tenho a minha vida, meu trabalho e a minha rotina. Este post, na verdade, é pra fazer um desabafo sobre as pessoas que pensam que, por você estar sem o marido (mesmo que seja só por uma semana), você está morrendo. Meninas, vocês sentem isso? Acontece com vocês? Eu fico de saco cheio quando me perguntam: cadê ele? e eu respondo: está viajando à trabalho, e a pessoa faz aquela cara de pena e fala: ai coitadinha! ou, pior: isso é o que ele fala, né? e finaliza com um riso sarcástico! Como se eu fosse uma coitada (e corna!) abandonada à beira da morte, rs! Exageros à parte, sinto que algumas as pessoas tem medo de ficar sozinhas e, por isso, assumem que todas as outras também. E elas também não tem noção do quanto esses comentários e insinuações podem ferir. "Isso é o que ele fala, né?" Ah, dá licença, né? Não sou obrigada a ouvir esse tipo de coisa. Claro que eu não amo essa situação - vira e mexe implico por besteiras e temos discussões beeem desnecessárias - mas, já sofri mais com essas viagens no começo do namoro. Acontece que elas existem e são necessárias. São conquistas profissionais do meu marido que eu admiro e torço para que tenham sempre mais e mais e mais! É disso que ele vive!!! Me irrita as pessoas me colocarem numa condição de coitadinha, só porque estou "sozinha". Gente, se tem algo que aprendi nos últimos anos foi a amar minha própria companhia. Putz!!! Como é bom não precisar de ninguém para curtir qualquer coisa! Ficar em casa, sair jantar, tomar sol, assistir filmes e atualizar meus seriados preferidos - e que ele não gosta, rs!, curtir minha casa, dormir, escrever no blog, fazer minhas pesquisas, ficar mais perto dos meus pais e da minha família (as vezes até durmo lá!), enfim, ter os MEUS momentos. Que mania as pessoas tem de achar que a gente tá sofrendo! Gente, o que são 3, 10, 15 dias diante de uma vida inteira juntos? jogando-o-buque (1) jogando-o-buque (2) jogando-o-buque (7) Claro que não é todo mundo que é sem noção. Tem aqueles vibram pela conquista profissional dele e querem saber mais. Tem os amigos ponta-firme que não insistem e entendem que você tá de boa. Não é a maioria. Mas a pequena minoria é que, as vezes nos pega num dia não tão bom (afinal, pelo que me lembro, não sou obrigada a estar bem-humorada 24/7). De novo eu digo, tem horas que eu realmente não gosto, gostaria que ele participasse de coisa ou outra e sinto saudade. Mas isso é ÓBVIO, qualquer ser humano normal sentiria isso. Mas por favor, parem de pensar que estou sofrendo. Isso é muito chato! Parem de me olhar com cara de pena! É difícil entender que posso estar, simplesmente bem? Que é normal? Que eu, na verdade, AMO essa vida e essa rotina? Que é por isso escolhi estar com ele? Vou contar uma coisa pra vocês. Uma semana antes de conhecer o Dalmo, eu estava na minha sessão semanal de terapia e falei pra terapeuta: "Dra., cheguei a uma conclusão. Eu nunca vou me dar bem com um cara que trabalhe em escritório, das 8h as 18h como eu (na época eu trabalhava na construtora). Não quero alguém com uma rotina normal (como se eu pudesse escolher, rs!). Minha vida vai ser muito chata! Vai ser muito sem graça chegar no final do dia e ter assuntos tão parecidos pra conversar". E não é que, no final de semana seguinte, conheci o Dalmo? Que trabalha na contra-mão de todos os horários e dias de um calendário normal? Que trabalha com universo completamente diferente do que era o meu na época. É muita sorte, não é?! Ele, inclusive, foi minha uma das minhas inspirações para criar coragem e viver do blog, do que eu amo fazer. A partir do momento que você precisa de alguém para se sentir bem, alguma coisa tá errada. Se sua companhia não é a melhor pra você, meu querido e minha querida, você precisa de uma terapia urgente. E não me venha descontar sua insegurança em mim, tá?! Eu sou mais eu, minha gente! Sei que não devo satisfação pra ninguém, mas o Jogando o Buquê surgiu exatamente da minha necessidade de falar e desabafar sobre coisas que me afligem. E hoje, não consegui pensar em lugar melhor do que aqui pra falar sobre isso! Desculpem se fui grosseira, mas é como me sinto. Tem mais alguém aí que passa por situação parecida? Deixa seu comentário e vamos desabafar sobre os sem-noção! Um grande beijo, agora mais leve, rs! Camila  

Camila Stecca Stefan

Sou publicitária, amo festas e amo viajar! Moro junto com meu noivo Dalmo, por quem sou apaixonada, e além do Portal Se Joga, sou proprietária da Dois Quartos Conteudoria, uma produtora de conteúdo. Instagram: @camilaste | Snapchat: camilaste1
Email: camila@portalsejoga.com.br

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Wanessa Cezar
2016-03-24 01:00:19

Bom "ver vocês" novamente! o Blog tá lindo, parabéns!!

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